Anti-racismo, racismo? uhh?
"Nuno Santos, aliás, Chullage nasceu há 25 anos em Portugal, país "racista e hipócrita", segundo as suas palavras. Fomos descobrir de onde vem e quem é este mestre do hip-hop. Para onde vai não sabemos, mas a sua coragem e força deixam adivinhar que está só no início
Entrevista de Raquel Varela
Sente-se um africano e é pelos Africanos que luta desde a adolescência. As suas posições políticas são categóricas: a ONU não tem voto na matéria e está ao serviço da América; os imigrantes têm o direito de vir para a Europa buscar aquilo que o Ocidente lhes tem vindo a roubar; se o Ocidente tem mais riqueza é porque andam a roubá-la ao resto dos países; paternalismo é racismo.
Rapresálias foi o seu primeiro e, até agora, único disco. Editou-o porque um amigo, emigrante português em França, "um país podre também", investiu todo o dinheiro no disco para o conseguir editar. Ultrapassaram-se as expectativas, e o disco está a ser um sucess0.
Este filho de pais cabo-verdianos (Ilha de S. Antão) começou a ouvir música pela mão do pai, também ele músico. Com 15 anos escreve as primeiras letras, desde sempre espelho do seu pensamento sobre a sociedade. As canções de Rapresálias são disso exemplo: "Sina de um Gajo, Foda-se",” À-Pala de Quem Não Come”, "A Igualdade é uma Ilusão", “Lutar Pela Nossa Vida”, “O Nosso Movimento”.
"Atingir a igualdade não é uma ilusão", diz ele, mas "esta igualdade que existe é uma ilusão". Para Chullage, os "homens só serão iguais quando puderem ser diferentes", e é por isso que quando lhe chamam preto responde: "Sim, sou preto, assumo toda a minha pretidão." Não pactua com aquilo que chama "a chantagem da integração", isto é, "querem que um preto se vista, se comporte e fale como um branco". Mordaz e directo nas palavras, Chullage acha "que chegou a hora de os negros deixarem de ser fodidos".
Para tal propõe que os negros se organizem e comecem a lutar pelo seu "power". Em vez de trabalharem para a riqueza dos outros, devem, sim, trabalhar para a sua, gerar postos de trabalho dentro da sua comunidade, procurar uma educação própria. Quando insisto em propor-lhe soluções mais "marxistas", responde-me, sem rodeios, que eu tenho uma luta - a luta de classes -, e que ele tem duas - a luta dos pobres contra os ricos e a luta contra o racismo.
Sente-se bem em qualquer bairro "dito problemático", e muito melhor no seu, a Arrentela, no Seixal. Acha que não há gangs em Portugal porque não se vêem "grupos de gajos organizados a praticar crimes". "Um grupo de cinco gajos que roubam juntos não é um gang". Os problemas da segunda geração de imigrantes seriam, sobretudo, causados pela desigualdade social: "Tu não tens aquilo que os outros têm e queres ter. Não digam que um gajo de 12 anos que foi roubar uns ténis é mau ou de um gang!"
Quando o questionamos sobre a insegurança não hesita em afirmar que são os media que criam o mal-estar e atribuem a insegurança à comunidade africana. "Os tugas estão sentados nos sofás deles na boa, se lhes perguntares se já foram assaltado dizem que não, mas se lhes perguntares se se sentem inseguros dizem que sim. Depois isto justifica mais polícias na rua". Polícia de que não gosta: "Vão ao meu bairro ofender-nos, chamam-nos pretos do caralho e eu acho que isso não é atitude para quem está ali a manter a ordem pública". Por isso, numa das suas canções escreveu que "a polícia é criminosa e quem julga também é réu".
"Busco a minha própria ideologia"
Durante toda a entrevista, Chullage fez questão de afirmar que "tem que procurar a sua própria ideologia", não se identificando directamente com os partidos marxistas, embora tenha votado na esquerda porque "partidos como o Bloco de Esquerda, ao menos, trazem à luz do dia os nossos problemas, e isso é muito importante". Lastima, porém, que não "haja nenhum partido onde os africanos tenham representatividade".
In: Jornal RUPTURA/FER (BE)
Eu sinceramente não percebo este jovem...Não percebi sinceramente se se sente vítima desigualdade ou se na verdade está interessado em cimentá-la...Mais uma prova que enquanto os povos não quizerem e continuarem a pensar que são uma minoria que se tem de defender e afastar/tornar auto-suficiente/auto-segregar o nosso mundo não terá remédio algum..
Este post é meio estranho mas sinceramente foi um artigo que me revoltou um bocado..
(z=x+yi)
Entrevista de Raquel Varela
Sente-se um africano e é pelos Africanos que luta desde a adolescência. As suas posições políticas são categóricas: a ONU não tem voto na matéria e está ao serviço da América; os imigrantes têm o direito de vir para a Europa buscar aquilo que o Ocidente lhes tem vindo a roubar; se o Ocidente tem mais riqueza é porque andam a roubá-la ao resto dos países; paternalismo é racismo.
Rapresálias foi o seu primeiro e, até agora, único disco. Editou-o porque um amigo, emigrante português em França, "um país podre também", investiu todo o dinheiro no disco para o conseguir editar. Ultrapassaram-se as expectativas, e o disco está a ser um sucess0.
Este filho de pais cabo-verdianos (Ilha de S. Antão) começou a ouvir música pela mão do pai, também ele músico. Com 15 anos escreve as primeiras letras, desde sempre espelho do seu pensamento sobre a sociedade. As canções de Rapresálias são disso exemplo: "Sina de um Gajo, Foda-se",” À-Pala de Quem Não Come”, "A Igualdade é uma Ilusão", “Lutar Pela Nossa Vida”, “O Nosso Movimento”.
"Atingir a igualdade não é uma ilusão", diz ele, mas "esta igualdade que existe é uma ilusão". Para Chullage, os "homens só serão iguais quando puderem ser diferentes", e é por isso que quando lhe chamam preto responde: "Sim, sou preto, assumo toda a minha pretidão." Não pactua com aquilo que chama "a chantagem da integração", isto é, "querem que um preto se vista, se comporte e fale como um branco". Mordaz e directo nas palavras, Chullage acha "que chegou a hora de os negros deixarem de ser fodidos".
Para tal propõe que os negros se organizem e comecem a lutar pelo seu "power". Em vez de trabalharem para a riqueza dos outros, devem, sim, trabalhar para a sua, gerar postos de trabalho dentro da sua comunidade, procurar uma educação própria. Quando insisto em propor-lhe soluções mais "marxistas", responde-me, sem rodeios, que eu tenho uma luta - a luta de classes -, e que ele tem duas - a luta dos pobres contra os ricos e a luta contra o racismo.
Sente-se bem em qualquer bairro "dito problemático", e muito melhor no seu, a Arrentela, no Seixal. Acha que não há gangs em Portugal porque não se vêem "grupos de gajos organizados a praticar crimes". "Um grupo de cinco gajos que roubam juntos não é um gang". Os problemas da segunda geração de imigrantes seriam, sobretudo, causados pela desigualdade social: "Tu não tens aquilo que os outros têm e queres ter. Não digam que um gajo de 12 anos que foi roubar uns ténis é mau ou de um gang!"
Quando o questionamos sobre a insegurança não hesita em afirmar que são os media que criam o mal-estar e atribuem a insegurança à comunidade africana. "Os tugas estão sentados nos sofás deles na boa, se lhes perguntares se já foram assaltado dizem que não, mas se lhes perguntares se se sentem inseguros dizem que sim. Depois isto justifica mais polícias na rua". Polícia de que não gosta: "Vão ao meu bairro ofender-nos, chamam-nos pretos do caralho e eu acho que isso não é atitude para quem está ali a manter a ordem pública". Por isso, numa das suas canções escreveu que "a polícia é criminosa e quem julga também é réu".
"Busco a minha própria ideologia"
Durante toda a entrevista, Chullage fez questão de afirmar que "tem que procurar a sua própria ideologia", não se identificando directamente com os partidos marxistas, embora tenha votado na esquerda porque "partidos como o Bloco de Esquerda, ao menos, trazem à luz do dia os nossos problemas, e isso é muito importante". Lastima, porém, que não "haja nenhum partido onde os africanos tenham representatividade".
In: Jornal RUPTURA/FER (BE)
Eu sinceramente não percebo este jovem...Não percebi sinceramente se se sente vítima desigualdade ou se na verdade está interessado em cimentá-la...Mais uma prova que enquanto os povos não quizerem e continuarem a pensar que são uma minoria que se tem de defender e afastar/tornar auto-suficiente/auto-segregar o nosso mundo não terá remédio algum..
Este post é meio estranho mas sinceramente foi um artigo que me revoltou um bocado..
(z=x+yi)

3 Comments:
«Não pactua com aquilo que chama "a chantagem da integração", isto é, "querem que um preto se vista, se comporte e fale como um branco". Mordaz e directo nas palavras, Chullage acha "que chegou a hora de os negros deixarem de ser fodidos".
Para tal propõe que os negros se organizem e comecem a lutar pelo seu "power"»...
O seu power...
Isto é lindo.
Compreendo que só sabe das cenas quem passa por elas, e só eles sabem as condições em que vivem. Mas estes gajos são os primeiros a "autoguettizarem-se"! Este, pelo menos...
O discurso dele tem tanto ódio e racismo, que quando chega a hora de disparar, vai tudo para todo lado e não para quem realmente o segrega e lhe diz para se vestir, falar e agir como um branco (não sei quem seja nem dá para ver se o próprio sabe).
Autosegregação é o remédio, dizem eles sem saber...
Não sou racista, mas não suporto estas merdas!
.Nã.
By
Anónimo, at 3:12 PM
é engraçado é que uma barbaridade destas seja publicada num jornal do bloco...shame..
joão pedro
By
Anónimo, at 12:15 PM
puta que pariu, nunca vi tanta merda escrita num jornal.
coitados dos meninos que se juntam aos 5 e aos 6 para assaltar os outros que têm coisas que eles não têm. pois é culpa da sociedade.
se fosse eu ou ze joão a assaltar um destes "meninos", tinha ja em cima de mim o sosracismo e a puta da ana draco a foderme os cornos.
multiculturalismo = merda
Marco Soares
Lagos
By
Anónimo, at 2:08 PM
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